domingo, julho 06, 2014

Estreia da 11ª Produção Teatral

Estreámos no passado dia 27 de Junho a nossa 11ª Produção Teatral - A "Festa da Revista" com textos de Fernando Gomes e Domingos Lobo


















domingo, abril 01, 2012

O Comboio no Ginásio Sede do F.C. Barreirense


CULTURA
2012-01-26, Ana Lourenço Monteiro
Ginásio Sede pode vir a receber ‘O Comboio da Pedra’
DR

Após um primeiro espetáculo na SIRB ‘Os Penicheiros’, a peça de teatro ‘O Comboio da Pedra’ foi levada à cena na Casa da Cultura, no passado domingo, dia 22 de janeiro. Cerca de 150 pessoas assistiram à protagonização da denominada “epopeia da construção do ginásio sede” do Futebol Clube Barreirense (FCB), clube que, em declarações ao JB, colocou a possibilidade de a mesma vir a ser encenada «em casa» perto do seu próximo aniversário.

Com encenação de Luciano Barata e texto de Manuela Fonseca, a peça ‘O Comboio da Pedra’ é interpretada por alunos da Universidade da Terceira Idade do Barreiro (UTIB). Após realizado o espetáculo acolhido pela Casa da Cultura, o JB conversou com o encenador e professor de Teatro na UTIB, Luciano Barata, que confessou ter sido este um segundo espetáculo “diferente”, devido às condições do espaço cultural em causa, e que, por isso, “correu melhor” do que a estreia.
“A peça chegou mais saudavelmente ao público porque este ficou, assim, com uma visão diferente do espetáculo, muito mais absorvente, em que tudo é passado em cima do enorme palco, que até deu para fazer um pequeno jogo de futebol”, exemplifica o encenador.
Depois de uma estreia com perto de 300 pessoas, esta segunda encenação recebeu também um público que ultrapassou a centena. “É um espetáculo muito sentido pelas gentes do Barreiro, que continua a cativar as pessoas, pois tem a ver com a epopeia da construção do ginásio sede do FCB, que esteve nove anos para ser construído, desde 1947 a 1956, e que recorda as boas vontades que existiam na altura”, justifica o encenador.
Na opinião de Luciano Barata, ‘O Comboio da Pedra’ é uma peça “muito interessante” e que envolve, precisamente, “coreografias notáveis da história da construção da fachada do ginásio sede”. A mesma é protagonizada por cerca de 56 alunos da UTIB (Teatro e Dança) e alguns jovens alunos da Escola Mendonça Furtado, numa “interação de gerações”, destacada por Manuela Fonseca.
Segundo a escritora de ‘O Comboio da Pedra’ – peça de teatro editada em livro em Março de 2011 –, a mesma foi pensada para ser estreada no 100º aniversário, no ginásio sede do FCB, após Manuela Fonseca ter sido convidada para a Comissão Executiva das comemorações do Centenário do clube. “A minha proposta teria sido insólita, mas é provável que, para rentabilizar o ginásio sede, o FCB não tenha condições para que assim seja”, admite.
Para Luciano Barata, o sonho de ‘O Comboio da Pedra’ ser levado à cena no ginásio sede não pode ser posto de lado. “Isso é indiscutível, aliás isso deveria ser matéria obrigatória desde a estreia, pois foi um sonho que a Manuela Fonseca transportou, que eu agarrei e depois transmiti aos meus alunos. Nem que fosse o último espetáculo, deviam-se arranjar boas vontades para que culminasse lá”, defende o encenador, ainda que apontando dificuldades à encenação. “O palco tem 2 metros de altura, a passagem para baixo seria um desassossego e o chão teria que ser forrado com uma alcatifa enorme”, acrescenta.

“Teríamos todo o gosto”
Com uma última data de subida ao palco apontada para 18 de Março – Mês do Teatro –, na SIRB ‘Os Penicheiros’, a peça ‘O Comboio da Pedra’ poderá, contudo, vir a ser interpretada também no ginásio sede do FCB. Quem o admite é António Martins, presidente da direcção do FCB, que, em declarações ao JB, avança ser essa “uma hipótese” em relação à qual a direção “sempre manifestou disponibilidade”.
 “A direção sempre achou que a peça devia lá ser encenada, o que acontece é que, muitas vezes, o ginásio tem competições a disputar mas dissemos que, desde que não houvesse conflito com as competições, sobretudo de Basquetebol, não haveria qualquer tipo de problema, até teríamos todo o gosto”, argumenta António Martins.
Como melhor timing para a peça ser encenada no ginásio sede, o dirigente do FCB aponta “o final do mês de Abril ou inícios de Maio”, devido à maior disponibilidade do pavilhão, altura que, admite, poderia ser conjugada com a data de um novo aniversário do clube. Demonstrada a vontade de todas as partes, fica lançado o desafio do ginásio sede receber, em breve, a peça que traz aos tempos de hoje as memórias dos cem anos de vida do FC Barreirense.

Fotos: DR
Comentários (2)
1
Mário Rodrigues
2012-02-09 20:53:51
Estamos todos de acordo que o local ideal para a estreia do Combóio da Pedra deveria ser o Ginásio Sede do Barreirense.Também sei que a ocupação do Ginásio é muito grande com treinos e competições. Mas como aluno da Utib, que também participei na Peça, o que me incomodou verdadeiramente foi verificar o total e absoluto desinteresse por parte da actual Direcção do Barreirense por este acontecimento. No dia da estreia nos Penicheiros (a menos de 500 metros do Ginásio Sede) nenhum representante do Barreirense esteve presente para no final do Espectáculo dizer; Estamos aqui.Ninguém. Poderia ser o mais humilde funcionário do Barreirense desde um empregado de secretaria ou empregada da limpeza. Mas diria estamos aqui. Isso para nós já era suficiente. Vem agora o Presidente da Direcção do Barreirense, depois de ouvir várias criticas à atitude da Direcção, dizer que; sim senhor...que sempre estiveram disponíveis...que tem muito gosto,bla,bla,bla,bla. Chega. Só o muito respeito que tenho pelo meu Professor Luciano Barata me fará ir ao Ginásio do Barreirense apresentar a Peça. Por mim...NÃO. SOMOS ACTORES AMADORES MAS TEMOS A NOSSA DIGNIDADE.
2
Manuela Fonseca
2012-01-26 20:48:49
Agradeço a todos e, no momento, especialmente ao "Jornal do Barreiro", à Dr.ª Ana Lourenço Monteiro, a sua tão competente Chefe de Redacção, ao Luciano Barata que re-imaginou, e de que maneira, este "Comboio" que, com os seus/nossos/meus, pôs em marcha. Fico muito satisfeita com as diligências da Direcção do Futebol Clube Barreirense e do seu/nosso Presidente por um "Comboio" no Ginásio-Sede, local onde, em criança, tanto aprendi.

sábado, março 17, 2012

artesrostos.pt - o seu diário digital
«Comboio da Pedra» pelo Teatro da UTIB – Barreiro
Uma homenagem ao associativismo barreirense
«Comboio da Pedra» pelo Teatro da UTIB – Barreiro<br>
Uma homenagem ao associativismo barreirense<br>
O 4º Espectáculo da peça "Comboio da Pedra" de Manuela Fonseca, representado pela UTIBTEATRO, inserido no Mês do Teatro 2012 da Cidade do Barreiro, terá lugar na SIRB "Os Penicheiros", no próximo domingo, dia 18 de Março, pelas 16 Horas.

Este espectáculo é, sem dúvida, uma homenagem ao associativismo barreirense, aos valores solidários que marcaram a vida de gerações e que deixa, no coração, uma ponta de «saudade do futuro».
Já vi, por duas vezes, a peça «Comboio da Pedra», levada a cena pelo grupo de Teatro da UTIB – Universidade da Terceira Idade do Barreiro, encenada por Luciano Barata, com base no texto escrito pela colunista do jornal «Rostos» Manuela Fonseca.

Uma peça que dá gozo ver, principalmente, para quem sente o Barreiro como uma terra marcada pela cultura associativa e pelas dinâmicas dos seus clubes.
A peça de Manuela Fonseca, escrita a propósito do centenário do Futebol Clube Barreirense, foi editada pelo jornal «Rostos», com o patrocínio da empresa Unilogos.

No dia do lançamento da obra editada, coloquei o desafio a Luciano Barata para que concretizasse a sua subida ao palco. O Luciano aceitou o desafio e montou um belo espectáculo, com uma bela equipa interdisciplinar.
Tenho pena que a estreia não tenha sido realizada no espaço do Ginásio-Sede do Futebol Clube Barreirense, mas, pelo que me constou ainda este ano a peça vai ser realizada naquele espaço emblemático do clube alvi-rubro. Espero lá estar para sentir, no coração da génese deste trabalho, o pulsar das cores do barreirense.

A peça pode dizer-se transporta-nos entre a ficção, os sonhos e a gesta heróica do povo do Barreiro, no amor ao seu clube.
Luciano Barata soube de forma muito positiva transportar para cena o texto de Manuela Fonseca, superando as dificuldades através de um excelente trabalho pluridisciplinar.

Um espectáculo divertido, onde a linguagem «típica» camarra não é esquecida, onde os lugares que marcam a vida de uma comunidade são reflectidos de forma intensa – o barbeiro o local da terra, por onde passam as histórias da terra, o mercado, onde os comentários são um reflexo das vivências sociais : “Casou com o engenheiro da CUF, ou lá o que é e agora é gente fina.”

Um espectáculo que nos transmite as vivências da vida associativa, as forças que se unem para concretizar os sonhos – rifa a rifa, vontade a vontade – “tudo por causa de um sonho”.
Uma peça feita de memórias – o Lá vai, os ferroviários, os ratos brancos, as personagens de uma vila operária.
A repressão policial. Os bufos. Uma vila operária com sonhos de Liberdade.

Aqueles diálogos que fazem sorrir. O bêbado que estava – “com uma grande cadela”, que discutia, porque lhe chamavam bêbado e ele responde – “Sou Bêbado hoje, mas tu é feia para toda a vida”.
Um espectáculo marcado por muita jovialidade, muita graça, onde não falta a emoção e a recordação dos heróis – tendo o Faia, um grande ídolo do Futebol Clube Barreirense como referência.

A coreografia do «Comboio da Pedra» transmite-nos uma forte energia interior – a unidade, a força, a acção, a inter-ajuda, o sorriso e a alegria.
Ali está vivo o associativismo e as memórias de uma geração que se uniu para erguer paredes e construir o Ginásio-Sede.
Não é esquecido na encenação, recordar as referências e o impacto na imprensa nacional da época, daquilo que foi esta maravilhosa epopeia do povo do Barreiro. Um exemplo seguido pelo Lavradio, com a construção da sede social da SFAL - a mais antiga colectividade do concelho do Barreiro.
Um espectáculo que dá a dimensão, objectiva, da construção de um projecto – pedra a pedra, braço a braço.

E também, aquela cena do espectáculo para recolha de fundos proporciona belos momentos musicais, com vozes marcadas pelo ritmo, galvanizando a sala e motivando a participação activa dos espectadores, principalmente na rapsódia final, recordando canções da nossa infância e juventude.

Gostei do espectáculo, onde não faltou a emoção de um derby, com público, arbitragem, gritos e protestos, num confronto entre o Sporting e o Barreirense.
Ali, está viva a tal quadra, de Jorge Soares:

Uma esperança que não finda
Uma fé que tudo vence
Um valor mais alto ainda
Um só nome Barreirense! 

Parabéns ao UTIBTeatro, pela brilhante representação
Parabéns ao Luciano Barata, pela forma como construiu este espectáculo, que vai ficar na memória das coisas bonitas feitas no teatro barreirense.
Parabéns a Manuela Fonseca, pelo seu amor ao Barreirense e por ter escrito esta peça,
Parabéns Inês Nunes pelos belos momentos que coreografou com muita estética e criatividade.

Afinal, uma terra, deve ter orgulho dos seus feitos e das suas memórias.
Este é um espectáculo que, também, com a presença dos alunos da Escola Mendonça Furtado tem uma marca inter-geracional e abre o caminho para que os filhos tenham orgulho daquilo que herdaram dos seus pais.

No final ergue-se no palco, com grande beleza o Ginásio-sede, pintado por Seixas Carmo, dando uma dimensão do real, e, afinal, demonstrando que aquilo que assistimos, é uma ponte entre a ficção e o real.

Este espectáculo é, sem dúvida, uma homenagem ao associativismo barreirense, aos valores solidários que marcaram a vida de gerações e que deixa, no coração, uma ponta de «saudade do futuro».

Obrigado!

António Sousa Pereira 

Nota - O 4º Espectáculo da peça "Comboio da Pedra" de Manuela Fonseca, representado pela UTIBTEATRO, inserido no Mês do Teatro 2012 da Cidade do Barreiro, terá lugar na SIRB "Os Penicheiros", no próximo domingo, dia 18 de Março, pelas 16 Horas.
Não perca! Acredite que vale a pena. 

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Estreámos a 11 de Dezembro 2011 "O Comboio da Pedra"

Estreia do "Comboio da Pedra" de Manuela Fonseca, a 11 de Dezembro de 2011, nos Penicheiros/Barreiro

(Fotos de José Estiveira)