11 elementos das turmas de teatro A e B da UTIB participam na nova montagem do Projéctor Teatro, Adriana Mater, que vai estar em cena nos "Franceses" dias: 05;19;26 de Abril e 3;10;17;24 de Maio às 21.30 horas.
sábado, março 29, 2008
UTIBTEATRO Na peça "ADRIANA MATER" de Amin Maalouf
11 elementos das turmas de teatro A e B da UTIB participam na nova montagem do Projéctor Teatro, Adriana Mater, que vai estar em cena nos "Franceses" dias: 05;19;26 de Abril e 3;10;17;24 de Maio às 21.30 horas.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
quinta-feira, novembro 29, 2007
Teatro nos "FRANCESES"
domingo, novembro 18, 2007
domingo, outubro 28, 2007
UTIBTEATRO na Mostra da SFAL / LAVRADIO
domingo, outubro 21, 2007
UTIBTEATRO com "O BAILE" nos FRANCESES
terça-feira, outubro 09, 2007
sábado, setembro 29, 2007
segunda-feira, setembro 24, 2007
sábado, agosto 18, 2007
quarta-feira, julho 11, 2007
quinta-feira, julho 05, 2007
terça-feira, julho 03, 2007
segunda-feira, julho 02, 2007
quarta-feira, junho 27, 2007
sexta-feira, junho 22, 2007
terça-feira, junho 19, 2007
segunda-feira, junho 18, 2007

A Turma de Teatro (Utibteatro)
Embora tivessemos iniciado as aulas a 6 de Novembro de 2006, só a partir de Janeiro de 2007 é que comecei a falar em pormenor com a turma, na possibilidade de construirmos um espectáculo com estas características.
Todos os dias olhava para algumas etapas do programa que tinha apresentado à Coordenação da Universidade, e a eles próprios, e encontrava sempre o mesmo desafio:
- Estatégia e Objectivos 2006/2007
- Construir um “grupo” dinâmico, coeso, com consciência colectiva, fruto de uma relação assente na amizade, no respeito mútuo, na confiança e na cooperação entre todos.•
- Discussão e escolha de um texto (peça) teatral, o qual será objecto de trabalho permanente e que será representado no final do ano lectivo em curso.
Convidei-os a relembrar através da dança, do canto e do teatro, vários acontecimentos importantes que marcaram um período, ainda recente, da nossa História.
A turma reagiu, enfrentou discussões e disseram presente, quando fiz a chamada.
Mas do encanto inicial a um certo cepticismo, numa fase posterior, foi um pulo. Obviamente que não tem sido fácil. De início chegaram a ser mais de 30 alunos. Depois por diversos motivos ficaram apenas 22. Mas como só fazia falta quem estava... o trabalho avançou.
Então, despretensiosamente, brincámos com alguns episódios que se viviam nos bailes das colectividades nos anos 60. Parodiando o “alto e pára o baile que estão a apertar a minha filha”; o cravanço; o damas ao buffet; o concurso das misses; o leilão do manjerico, dos Santos Populares; o desapertar, quando as raparigas dançavam entre si; as cantigas; as discussões; etc.
Mas a nossa memória não podia esquecer, também, o País cinzento e cruel que nos amordaçava e empurrava para uma guerra colonial indesejada e, onde uma polícia política nos violentava, tanto o corpo, como até os nossos próprios sonhos.
Assim com muito trabalho chegámos a este espectáculo. Ele aí está, para dar prazer a quem o interpreta e porque não, também, a quem a ele assistir.
Este Baile fará, sempre, parte do Processo da Memória Colectiva que se pretende vivo.
E acima de tudo a nossa memória também nos diz, que é proíbido não ter memória!
Porque depois da fome e da guerra, da prisão e da tortura
vimos abrir-se a nossa terra como um cravo de ternura!
Luciano Barata
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