segunda-feira, junho 18, 2007




A Turma de Teatro (Utibteatro)

Embora tivessemos iniciado as aulas a 6 de Novembro de 2006, só a partir de Janeiro de 2007 é que comecei a falar em pormenor com a turma, na possibilidade de construirmos um espectáculo com estas características.
Todos os dias olhava para algumas etapas do programa que tinha apresentado à Coordenação da Universidade, e a eles próprios, e encontrava sempre o mesmo desafio:
  • Estatégia e Objectivos 2006/2007
  • Construir um “grupo” dinâmico, coeso, com consciência colectiva, fruto de uma relação assente na amizade, no respeito mútuo, na confiança e na cooperação entre todos.
  • Discussão e escolha de um texto (peça) teatral, o qual será objecto de trabalho permanente e que será representado no final do ano lectivo em curso.
Então porque não construir um espectáculo onde a nossa memória fizesse parte integrante de todo o processo?
Convidei-os a relembrar através da dança, do canto e do teatro, vários acontecimentos importantes que marcaram um período, ainda recente, da nossa História.
A turma reagiu, enfrentou discussões e disseram presente, quando fiz a chamada.
Mas do encanto inicial a um certo cepticismo, numa fase posterior, foi um pulo. Obviamente que não tem sido fácil. De início chegaram a ser mais de 30 alunos. Depois por diversos motivos ficaram apenas 22. Mas como só fazia falta quem estava... o trabalho avançou.
Então, despretensiosamente, brincámos com alguns episódios que se viviam nos bailes das colectividades nos anos 60. Parodiando o “alto e pára o baile que estão a apertar a minha filha”; o cravanço; o damas ao buffet; o concurso das misses; o leilão do manjerico, dos Santos Populares; o desapertar, quando as raparigas dançavam entre si; as cantigas; as discussões; etc.
Mas a nossa memória não podia esquecer, também, o País cinzento e cruel que nos amordaçava e empurrava para uma guerra colonial indesejada e, onde uma polícia política nos violentava, tanto o corpo, como até os nossos próprios sonhos.
Assim com muito trabalho chegámos a este espectáculo. Ele aí está, para dar prazer a quem o interpreta e porque não, também, a quem a ele assistir.
Este Baile fará, sempre, parte do Processo da Memória Colectiva que se pretende vivo.
E acima de tudo a nossa memória também nos diz, que é proíbido não ter memória!

Porque depois da fome e da guerra, da prisão e da tortura
vimos abrir-se a nossa terra como um cravo de ternura!

Luciano Barata

"ALTO E PARA O BAILE! (Últimos Espectáculos 23 e 24 Junho)











terça-feira, junho 05, 2007

O BAILE ESTÁ A CHEGAR



AÍ ESTÃO OS PRIMEIROS ESPECTÁCULOS:
15 / 16 / 17 /23 e 24 de JUNHO pelas 21.30h NO AUDITÓRIO
DOS BOMBEIROS SALVAÇÃO PÚBLICA
SANTO ANDRÉ - BARREIRO.

domingo, abril 29, 2007

"PÉ NA LINHA"


Novo apontamento teatral da turma de teatro da Universidade da 3ª idade.
Desta vez a interpretação esteve a cargo de: Luis Vieira; Risete Dias; Manuel Graça; Deolinda Prates; Judite Nobre;Luisa Figueira
;Celeste Palma e Justino Correia.

sábado, abril 14, 2007

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

UTIBTEATRO com " O LIXO "

Novo apontamento teatral da Turma de Teatro.

Desta feita no dia 18 Fev. Baile de Carnaval. Com o texto:

"O Lixo
"

Com Interpretações de:

Celestina Gonçalves e Luís Vieira


domingo, fevereiro 11, 2007

O "BAILE" JÁ COMEÇOU

Começaram no mês de Janeiro as aulas ou ensaios, da peça que vai ter apresentação no final do ano lectivo (Maio ou Junho). A peça Chama-se "O Baile". Aqui ficam algumas fotos de ensaios do referido trabalho.









quinta-feira, dezembro 07, 2006

A Turma no Jornal





Sem que discurso eu pedisse

Ele falou, e eu escutei

Gostei do que ele não disse

Do que disse não gostei

A. Aleixo

segunda-feira, dezembro 04, 2006

A TURMA CRESCEU!








A Turma está maior...

Mas ainda não estão todos.

Lá chegaremos!



sexta-feira, dezembro 01, 2006

"Marionetas"



































o inventei nada.Encontrei tudo escrito

nos caroços dos frutos, no miolo do pão.

Nem sequer as palavras, nem tão pouco
estes versos

pelo pouco que são.


Murmúrio de ribeiros que me vem aos ouvidos

e depois se mistura na canção.

(Manuel Correia)